sábado, 12 de maio de 2007

Impeto de transformação e Estratégia Disney

Todos nós aprendemos sempre. Somos seres adaptativos e temos ferramentas concretas e funcionais de mudança e transformação. As coisas mudam sempre ao nosso redor, e na média, a maioria das pessoas passa pelas mudanças, perdas e transformações de forma satisfatória. Mudamos alguns de nossos comportamentos ao longo do tempo, enrijecemos alguns. Em média, temos flexibilidade em comportamentos e reações ambientais.
Se a flexibilidade ocorre bem para elementos mais simples de nossa personalidade, quando precisamos de transformações profundas e que exijam um maior grau de trabalho interno, podemos ficar paralisados ou rígidos em uma única forma de reagir ou se comportar.
Se estamos habituados a um comportamento que em algum momento de nossa vida pareceu ser útil e válido, esse pode não mais ser útil hoje. A fixação de um comportamento ou reação restringe o leque de opções, "robotizando" nosso comportamento e reação frente a um evento específico.
Por outro lado, podemos avaliar muitas partes de um mesmo evento, utilizando nossa capacidade de processar diferentes informações ao mesmo tempo, vislumbrando várias possibilidades e ao mesmo tempo várias limitações e críticas. Um excesso de informações ou um conflito entre duas ou mais opiniões sobre o mesmo evento geram paralisia.
Apesar de tudo, nós temos dentro de nós o impeto de transformação.
Em vista disso, através do exemplo de Walt Disney, Robert Dilt´s desenvolveu uma estratégia de criatividade que consegue contemplar os dois “problemas” que citei acima: Ofereçe soluções e opções em caso de rigidez comportamental e organiza lados distintos de nossa personalidade, colocando partes que antes discutiam em aliadas afim de atingir um bem.

E ela funciona !!!

Funciona bem e é muito simples de se utilizar. A técnica pressupões que nos “dividamos” em 3 entidades distintas:

(Imagem retirada de http://www.possibilidades.com.br/criatividade/disney.asp)

Sonhador: Ele é o ser que cria, que não possui limites e nenhuma preocupação com a “realidade” e se o objetivo é factível.

Realizador: A entidade que realiza o sonho do sonhador, que apresenta os passos, organiza e executa.

Crítico: A entidade que aponta as falhas, os problemas, as possibilidades e as impossibilidades.

O fato de separar essas “entidades” ocasiona ordem em nossa forma de pensar o evento e possibilita a formulação de uma estratégia real e factível. Poderemos nessa estratégia analisar um eventos sob três diferentes lentes, cada uma com suas qualidades e limitações e a junção dessas três "entidades" nos possibilita a realização de algo que antes parecia distante ou até impossível.

Se quiser saber mais sobre essa e outras estratégias consulte o livro A Estratégia da Genialidade Vol. I, de Robert B. Dilts Ed. Summus.

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